Cade o real controle de qualidade?

quarta-feira, 29 de julho de 2009




Escolher o que é bom as vezes torna a busca cansativa.

Mesmo com o leque gigantesco de opções para pesquisarmos nesse mundo virtual, a qualidade, veracidade e confiança no que acessamos deixa um ar de "será que é isso mesmo?".

Diz o ditado "quem procura, acha", e com certeza acha mesmo. É fácil achar sexo, fofocas e tosqueiras na internet. Até porque ninguém vai à uma biblioteca procurar Clarice Lispector para ler , nem que seja eventualmente, salvo algumas excessões.

Enfim...

Na televisão a coisa segue igual... a pseudo-censura de assuntos que hoje são proibidos por não serem politicamente corretos. Negro/preto virou "afro-descendente", pobre virou "menos-favorecido", gay/homossexual virou "pessoa com outra orientação sexual", criança levada virou "hiperativa"... [humpft]

A inocência e criatividade dos programas infantis nos anos 80 me faz as vezes saudosista, uma vez que era "mágico" assistir àquela fantasia criada despretenciosamente, sem pensar unicamente em/no lucro, como é o que ocorre hoje. As novelas tinham um porque de serem acompanhadas... hoje não passam de repetições de causos de amor e problemas de família, o que muda é só cenario e a ambientação.

Mas por que mudou? Porque povão gosta de lixo, gosta do que é de fácil assimilação.
A TV Cultura não tem a audiência merecida, pois além de ter recursos reduzidos, não tem programas para as grandes massas. As vezes me dói ver o quanto a maioria da população aceita por pura preguiça e comodidade, pois para eles é chato um programa realmente cultural, inteligente. Preferem ver tragédias, miséria, gente chorando ou pseudo-músicas que somos obrigados a ouvir, pois tem sempre um vizinho que adora compartilhar o som com a rua inteira.

A própria mídia brigou muito para que a censura acabasse e que o que fosse inteligente e interessante pudesse ser exibido, tanto na tv, quanto nos jornais. Mas hoje o que vemos são as tarjas indicando a idade apropriada durante as programações televisivas. Quem tem que decidir o que é apropriado ou não para os filhos são os pais. Na minha infância, nunca fui proibido de assistir tv até tarde da noite, embora meus pais restringissem alguns programas, o que era até aceitável. Mas não me tornei influenciável por nada estranho que tenha assistido, e que muito menos tenha alterado meu intelecto.

Hoje tenho que assistir programação gravada por causa da nova censura. [e do fuso-horário].. a da adequação da faixa etária. Pura demagogia de quem acha que criança dorme as 20horas.

Na internet temos muitas coisas boas sim, mas o lixo está sempre abrindo um banner inapropriado no seu monitor, ou aquele spam inconveniente na sua caixa de e-mail. Algumas tosqueiras, confesso, são indispensáveis para uma boa risada e comentários no happy hour. Mas convenhamos... é bom e sadio também conversar um assunto interessante, ouvindo opiniões de diversas vertentes e que o toma abordado só tem a enriquecer ao nosso crescimento intelectual.

Mas vale a dica: não confie em tudo o que lê nos jornais e na internet, pois tem sempre algum pilantra de plantão querendo tirar vantagens de alguma coisa ou de você, mesmo que seja apenas para tomar seu tempo.



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Das férias

terça-feira, 28 de julho de 2009

Nunca fui muito de gostar de férias. Claro, é bom dar uma descansada e tal, mas... Sei lá, simplesmente não gostava muito. Acho que era mais por interromper minha rotina. Nesse último semestre que passou, no entanto, eu estava até ansiosa por poder finalmente ter um pouco de sossego e paz. Poder finalmente dormir bastante (praticamente hibernar), assistir os filmes que fiquei devendo, almoçar sem ter que olhar pro relógio de um em um minuto, ler tudo que eu deveria ter lido esse ano e, principalmente, escrever. Nas férias passadas eu escrevi muito mesmo. Atingi um ritmo que eu não esperava que pudesse vir de mim.

Mas, como em todas as outras vezes, os meus surtos de criatividade só surgem mais ou menos na metade das férias; ou seja, agora. Isso significa que só tenho quinze dias pra terminar de tentar aprender a tocar violão decentemente, desenhar loucamente (coisa que não faço há realmente muito tempo), e escrever. E olha que não tenho escrito pouco, ainda que isso não se reflita aqui. Só pelo fato de ontem ter escrito um capítulo de Flores três vezes maior do que o normal, ter desligado o computador algumas vezes pra ler um livro, ter descoberto e aproveitado bandas novas para ouvir, ter levado em frente o WNLC e estar, neste exato momento, com vontade de continuar o Will, eu já vejo que esses quinze dias podem valer a pena pelos outros quinze em que não fiz muita coisa.

Até mais.


[p.s.: post desnecessário e assunto chato, mas foi bom escrever isso. mais do que eu esperava. talvez eu só precisasse de um incentivo pra perceber que essas férias não precisam ser um tédio se eu não quiser que sejam.]

O Circo da injustiça chegoooou a sua cidade!!!

domingo, 26 de julho de 2009

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Mimos e Vontades

quarta-feira, 22 de julho de 2009


Nossa imaturidade é tão latente durante a vida inteira que muitas vezes ficamos com raiva ou magoados com pequenas (grandes) coisas. E geralmente é com razão.

Certos mimos mal inseridos em nossa criação, ou no meio em que vivemos (escola, amigos da rua de casa, primos) nos fazem ter gostos, gestos, vontades, anseios e comportamentos que levamos para o resto de nossa vida. Muitos deles se perdem no tempo, ficando escondido em algum lugar da nossa memória... outros vêm e vão de acordo com as situações/circunstâncias que vivemos.

Não sou conformado com nada... Quando não dá, não baixo a cabeça... posso até aparentar, mas no fundo eu fico puto por não ter sido do jeito qque gostaria. Queremos sempre mais, não nos contentamos com pouco. Acho ridículo quem se fecha pro mundo dizendo que for Deus que quis assim e tenho que aceitar. BALELA! Corra atrás dos seus sonhos, claro, dentro do limite da razão, sem dar o passo maior que a perna... mas não desista.

[ótimo... eu me vendo escrever essas últimas duas linhas deste parágrafo, pois serve pra mim também!]

Mimado? Ah quem dera...

Muitas vezes engulo cada sapo, que poderia trabalhar no circo de soleil devido à elasticidade das minhas bochechas e garganta. Não gosto da frase "manda quem pode, obecede quem tem juízo", pois na maioria das vezes o "manda quem pode" é porque puxou o saco até não ter mais fio para poder chegar em algum patamar de poder e ter meia dúzia de subordinados para mandar e desmandar. O "obecede quem tem juízo" nada mais é do que "preserve seu emprego, pois não tá fácil no mercado de trabalho". Daí a minha qualificação circense na segunda explicação!

Estou falando de coisas daqui do meu meio - que é bem comum no serviço administrativo financeiro, pois quem está lendo, com certeza tem ou ja teve um chefe que quase sempre rir com você, mas no fundo está rindo de você, pois ele está no topo e você não, ele manda e desmanda e você não... etc e tal.

Quem sabe um dia eu dou um pití e mando pra puta que o pariu !!






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