O TREM

segunda-feira, 28 de junho de 2010































Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que, acreditamos, farão conosco a viagem até o fim: nossos pais. Não é verdade. Infelizmente, em alguma estação eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seus carinho, proteção, amor e afeto. Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas interessantes que virão ser especiais para nós. Embarcam nossos irmãos, amigos e amores. Muitas pessoas tomam esse trem a passeio. Outros fazem a viagem experimentando somente tristezas. E no trem há, também, pessoas que passam de vagão a vagão, prontas para ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas. Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe.
 
Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes do nosso. Isso nos obriga a fazer essa viagem separados deles. Mas claro que isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles. O difícil é aceitarmos que não podemos nos assentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar.
 
Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques.
Sabemos que esse trem jamais volta. Façamos, então, essa viagem, da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos os passageiros, procurando em cada um deles o que tem de melhor, lembrando sempre que, em algum momento do trajeto poderão fraquejar, e, provavelmente, precisaremos entender isso.
Nós mesmos fraquejamos algumas vezes. E, certamente, alguém nos entenderá 

O grande mistério, afinal, é que não sabemos em qual parada desceremos. E fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei saudades? 
Sim. Deixar meus filhos viajando nele sozinhos será muito triste.
Separar-me de alguns amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido. Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram.
 
E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa. Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem as pessoas.
Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade... Quem entrará? Quem sairá?
 
Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a representação da morte, mas, também, como o término de uma história de algo que duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo íntimo, deixaram desmoronar. 

Fico feliz em perceber que certas pessoas como nós, têm a capacidade de reconstruir para recomeçar. Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o melhor de "todos os passageiros". 

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A vingança do cliente

terça-feira, 25 de maio de 2010





A vingança do cliente


Toca o telefone da casa...

- Alô.

- Alô, poderia falar com o responsável pela linha?

- Pois não, pode ser comigo mesmo.

- Quem fala, por favor?

- Edson.

- Sr. Edson, aqui é da Brasil Telecom, estamos ligando para oferecer a promoção Brasil Telecom linha adicional, onde o Sr. tem direito...

- Desculpe interromper, mas quem está falando?

- Aqui é Rosicleide Judite, da Telecom, e estamos ligando....

- Rosicleide, me desculpe, mas para nossa segurança, gostaria de conferir alguns dados antes de continuar a conversa, pode ser?

- Bem, pode.

- De que telefone você fala? Meu bina não identificou.

- 10331.

- Você trabalha em que área, na Telecom?

- Telemarketing Pro Ativo..

- Você tem número de matrícula na Telecom?

- Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.

- Então terei que desligar, pois não posso ter segurança que falo com uma funcionária da Telecom. São normas de nossa casa.

- Mas posso garantir...

- Além do mais, sempre sou obrigado a fornecer meus dados a uma legião de atendentes sempre que tento falar com a Telecom.

- Ok.... Minha matrícula é 34591212.

- Só um momento enquanto verifico.


(Dois minutos depois)


- Só mais um momento.


(Cinco minutos depois)



- Senhor?


- Só mais um momento, por favor, nossos sistemas estão lentos hoje.


- Mas senhor...

- Pronto, Rosicleide, obrigado por ter aguardado. Qual o assunto?

- Aqui é da Brasil Telecom, estamos ligando para oferecer a promoção, onde o Sr. tem direito a uma linha adicional. O senhor está
interessado, Sr. Edson?

- Rosicleide, vou ter que transferir você para a minha esposa, porque é ela que decide sobre alteração e aquisição de planos de telefones.

- Por favor, não desligue, pois essa ligação é muito importante para mim.


(coloco o telefone em frente ao aparelho de som, deixo a música Festa no Apê do Latino tocando no Repeat (quem disse que um dia essa droga não iria servir para alguma coisa?), depois de tocar a porcaria toda
da música, minha mulher atende:


- Obrigado por ter aguardado.... pode me dizer seu telefone pois meu bina não identificou..


- 10331.

- Com quem estou falando, por favor.

- Rosicleide

- Rosicleide de que?

- Rosicleide Judite (já demonstrando certa irritação na voz).

- Qual sua identificação na empresa?

- 34591212 (mais irritada agora!).

- Obrigada pelas suas informações, em que posso ajudá-la?

- Aqui é da Telecom, estamos ligando para oferecer a promoção, onde a Sra tem direito a uma linha adicional. A senhora está interessada?

- Vou abrir um chamado e em alguns dias entraremos em contato para dar um parecer, pode anotar o protocolo por favor.......alô, alô!


TUTUTUTUTU...



Desligou. Nossa que moça impaciente!



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Eyjafjallajökull

quarta-feira, 19 de maio de 2010




Um outro prisma do
Vulcão Islandês Eyjafjallajökull
pelas lentes do cinegrafista
Sean Stiegemeier




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s.a.t.i.s.f.a.c.e.i.t.c.h.o.n

segunda-feira, 17 de maio de 2010

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Só pra dar uma satisfação aos leitores que se perguntam "onde estão os loucos criativos do blog mais non-sense do Brasil, quiçá do planeta?"


É... estamos aqui. Você não vê, mas estamos aqui. AQUI Ó! Escondido nas letrinhas. Não use a lupa porque só os espertos que nos enxergam e sua vista vai ficar doendo por causa da luminosidade do monitor.


Não é fácil dar conta da nossa vida como um todo, gente. Quanto mais de um blog! Mas os demais companheiros colaboradores estão em demandas que tomam muito tempo deles - e o meu também - e a internet tem ficado em segundo plano. Como o último dos moicanos, ops, dos sobreviventes ainda respira, eu mesmo venho aqui dar um alô mamãe, ops de novo, "alô pessoas!" para informar que o blog ainda vive, ainda respira e ainda vai ter muita coisa boa pra mostrar.


E tenho beneDITO!


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Visitem também meu blog pessoal clicando aqui!

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