Partidas, chegadas e revolta suína!!!

domingo, 31 de maio de 2009

Gente querida, não me batam, quem tem misericórida de pobre agrada a Deus!!

Eu vou me explicar logo!!

Meu micro deu um treco e mandei para o concerto, voltou, deu outro troço e retornou ao conserto e lá ficou até hoje!!!!
A coisa ficou feia mesmo, acabei tendo que mandar para o Grandão concertar, mais agora creio que tudo esteja bem.

Mais nesse interim fiquei usando o laptop da minha mãe por raros e parcos minutos quando ela estava de bom humor, já que ele é para trabalho e naão para ficar mexendo em blog como ela mesma disse, a net dele é uma "joça", uma lerdeza só ficava tentando e nunca abria a página do blogger, nem o orkut, e msn raro!!

Consegui entrar no meu blog uma vez só e nunca mais consegui, o mesmo aconteçeu no orkut, e no msn!!

Portanto lamento os ter deixado na mão, e acreditem eu detesto furar com meus compromissos, me sinto péssima quando aconteçe e me recrimino mais do que todo mundo!!

Mais agora estou chegando novamente nos eixos com as coisas!!!

Enquanto fiquei sem net, uma coisa me intrigou, e foi a tal da gripe suína!!

Já descobriram que essa "joça" só mata se você já estiver fragilizado por doença recente ou com outra doença, portanto é mais simples do que a gripe aviária, e já temos medicação que pode ajudar a combater o H1N1 o vírus dessa gripe.

Eu sei e tenho consciência que tem gente morrendo e fico angustiada que as reportagens não parem de falar disso já que a tal pandemia não chegou acontecer como foi esperado e temido e as coisas estão se acalmando pelo que pareçe.

Na minha opinião bem humorada, a vingança dos porcos está aí e se chama gripe suína(H1N1), já que depois dos frangos serem os animais mais famosos e comentados do mundo com toda a mídia comentando a gripe aviária.
Foi uma revolta onde todos começaram o matança de porcos indiscriminadamente, para consumo humano, já que os porcos eram seguros e bonitinhos, sem falar que gostosos e podiam morrer e serem comidos.
Desta vez o que restou dos suínos sindicalizados se reuniram e decidiram por bem mostrar o seu poder de fogo e mostrar que podem sim vencer a guerra contra a raça humana e colocar o mundo a seus pés...doente e morrendo.
Agora eles são os animais da vez, conquistando o mundo no melhor estilo "tá tudo dominado"!! São a bola da vez da mídia, lançando a moda Michael Jackson das máscaras cirúrgicas em todo o mundo e sendo os mais falados em todas as línguas. Ninguém tem coragem de comer carne de porco nem de brincadeira em alguns lugares, mesmo sabendo que não é transmitida dessa forma, mesmo com a secretaria de saúde federal garantindo que é 100% seguro, os preços só caem e temos promoção de pernil a 1,99, mais nem se pensa em matar nenhum porquinho mais que seja.

Agora eles estão de boa, curtindo a fama vivinhos da silva!!!
E temos de dar graças que os porcos não tenham asas, senão era realmente o fim do mundo já que falaram em pandemia!!!
Imagina as pessoas morrendo do coração, de susto, por ficarem cara a cara com um simpático e rosado suíno!!
É isso aí...
Super porco ativar!! Forma de vírus da gripe...

...

sábado, 30 de maio de 2009

Tentava lembrar-se de respirar.

Segurava com força o objeto em sua mão. Chovia muito. A mulher sentia o cheiro de morte nas costas dela e nem se quer olhava para trás, rezava por um milagre, ela havia chegado tão perto foi mais longe que qualquer outro, mas não passaria dali.

Ela parou de correr de repente. As gotas de chuva agora pareciam mais grossas e fortes, a floresta mais escura, a lama sujou todo o corpo da mulher, que agora andava, tentava sair da floresta. Parou em um lugar alto, olhou para baixo e se virou limpando os olhos para conseguir enxergar o que sairia da mata. Em baixo havia um rio de correnteza forte, banhavam as duas cidades que agora pareciam tão distantes, o milagre não viria, mas a morte chegou.

- Foi você, não foi? – Ela gritou, mas a voz saiu fraca diante do barulho da chuva, queria que ele escutasse. A sombra apenas sorriu.

- Eu não entendo! – A gora chorava. Falou algo mais, nada se escutou, mas de longe podia se escutar a entonação indignada da voz dela. E depois ficou muda.

O silêncio.

A sombra sussurrou no ouvido da mulher; estavam abraçados.

- Eu também te amo. – Ela respondeu com a voz rouca num sussurro, enquanto ele tirava a faca da barriga dela.

Caiu no chão, ele agachou-se e limpou o sangue da faca na camisa, olhava para a mão da mulher.

- Tarde de mais. – Ela sorriu e olhou em direção ao rio que passava em baixo. A expressão dele mudou, abriu a mão dela e não havia nada lá.

- Você jogou?! – A raiva estava na voz e nos olhos dele. Olhou ao redor de repente e foi embora como uma pomba. Mais alguém surgiu da floresta, parou um segundo parecendo horrorizada com a cena e se jogou para a mulher caída no chão.

- Meu Deus! – chorava – o que aconteceu?

- Sinto muito...- agora as duas estavam aos prantos.

- Não fala! Eu vou chamar alguém.

- Não! Fica! – Agarrou na gola da camisa da mulher, não estava mais preocupada em respirar, havia algo mais importante.

- Pega! – A mão estava toda suja de lama e o objeto que ela tiro da blusa também. Quando a outra mulher abriu a mão para ver o que era a chuva cuidou de limpar o objeto dourado.

- Mas...

- Escuta! – Puxou a mulher mais para perto – cuida dela pra mim, tá?

- Tá.

- E... Corra. – A última palavra. Fechou os olhos como se cedesse a um sono, respirou fundo e se foi.

A outra ficou parada, parecia esperar algo, estava confusa. Levantou-se, respirava forte, olhou a última vez para mulher no chão e correu floresta a dentro sem olhar para trás.

Foi-se com outro rosto.

Exercício

quarta-feira, 27 de maio de 2009



Hoje vou propor um exercício à vocês...
Coloque numa folha de papel duas colunas.

Numa delas você coloca suas vontades, seus desejos, por mais esdrúxulos que sejam, mas seja honesto consigo mesmo. Coloque suas vontades mais maléficas, seus desejos mais absurdos, mais íntimos e mais sinceros... quando terminar, analise o porque de você estar desejando isso, o porque de você estar querendo isso (ou essas coisas)... pare (se puder, deite) um pouco e pense em tudo isso. Você mesmo vai obter suas respostas.

Depois de pensado e analizado... vamos à segunda parte.

Na outra coluna coloque seus medos, o lado oposto de algumas coisas que citou no lado do desejo e também o porque de você ter medo de ser, de fazer, de (se) culpar (os outros), de desejar, de querer algo. Não é um "campo de defeitos", mas sim de bloqueios e também de um lado que você entenda para si mesmo as consequências de ambos os lados, ou seja, do desejo e do medo.


Pode parecer fácil, mas quando você começar a escrever (escrever mesmo), vai ver como você tem qualidades e como você tem defeitos, como você tem vontades e como você se bloqueia, como as consequências de atos de um lado podem lhe fazer bem ou mesmo te prejudicar. Pode perceber que é cômodo abster-se de algumas coisas ou como pode ser gratificante enfrentar outras tantas. E até vai perceber que nem tudo o que você quer é prioridade e muitas vezes suas ações não são relevantes, assim como os medos podem ser trabalhados e as consequências de alguns bloqueios também.

Não custa nada tentar!




...vdj...



[]'s

.

.

.


Quem roubou nossa coragem?

terça-feira, 26 de maio de 2009

Bom, nesses últimos dias minha vontade de escrever voltou. Na verdade, o que eu queria mesmo era terminar os contos que tenho inacabados, mas como isso ainda vai levar um tempinho, posto hoje um beeeem antigo, mas que ainda gosto.
Escrevi há uns dois anos, sem nenhum personagem ou trama definida... é só um fluxo de pensamento, ou algo parecido xD

------

...no instante seguinte me vi arrebatado por uma verdade incontestável que se descortinava diante dos meus olhos. De repente, como que num baque surdo de um soco, me dei conta de que não era mais um adolescente. De que o mundo não estava mais em minhas mãos. De repente, vi que já não fazia mais sentido ostentar um sorriso orgulhoso na cara, como se já soubesse de tudo. Vi que não sabia de nada, que o mundo ainda não tinha me mostrado tudo o que havia para ser visto. Mas, ainda assim, ele parecia ter dado uma pausa. Em outros tempos, a vida acontecia tão rápido, tão extraordinária e surreal... Eu era o centro de tudo, o protagonista, o elemento principal de tudo o que acontecia ao meu redor. Era tudo tão extremo, tão vívido... As cores eram mais brilhantes, os sorrisos mais fáceis, os sentimentos mais fortes. Sim, o mundo era inundado de sentimentos, cores e formas. Todos os prazeres e todas as dores eras possíveis. Eu podia ser qualquer um, podia fazer qualquer coisa, porque sabia que nada me atingiria, que o mundo estava em minhas mãos. Estranho como justamente a sede de viver tudo antes que a vida acabasse era o que me dava a sensação de ser imortal.

E, no entanto, o tempo passou sem que eu ao menos percebesse que tudo havia mudado. E ele foi passando até que eu percebesse a verdade. De repente, não mais que de repente, eu já não era mais o centro de tudo, e sim um mero espectador. Eu assistia a minha vida acontecer, sem estar de fato nela. Assistia as horas passarem, lentas e cruéis, sem me dar conta de que os ponteiros se moviam. Antes os minutos eram tão preciosos, cada um deles, e agora já nem percebia a sua existência. Estava condenado à amargura de dias banais. Sem cor, sem formas, sem sentimentos. De repente, tudo ao meu redor era cinza, fossem prédios, carros, fumaça ou ternos de pessoas anda depressa. De repente tudo se tornou vazio e opaco, pois não havia mais aquela sede de viver. Eu já não era mais imortal. E sabia que o tempo acabaria, mas não percebia que ele passava. Tinha a sensação de que ia acabar logo, mas as horas se esticavam... Os minutos, antes tão preciosos, agora passavam aos montes, mas estranhamente lentos e humilhantes, me lembrando sempre que ainda existia um depois. E depois de uma hora vinha outra e outra e mais outra... Já não importava mais. Era tudo fumaça, cinzas de cigarro. De repente tudo ficou tão efêmero e distante. E, ao mesmo tempo, tão lento e torturante... Como as coisas podiam ser passageiras e ainda assim lentas? Não sei. Só sei que antes tudo parecia ser a primeira e única vez, tudo era incrível, como ser uma criança ao ver o mundo pela primeira vez. Olho pra trás e me vejo envolto numa inocência que beirava à ingenuidade séria. Tempos de prazeres vibrantes, e ainda assim, tão puros. Nada era obrigação. Tempos de preocupações ínfimas, que eu julgava serem tão importantes e, no entanto, hoje rio delas. Tudo era pra sempre, pois eu acreditava no infinito, e nas estrelas.

De repente me dei conta de como sentia falta de mar. Amar de todas as formas; à vida, às coisas, à alguém... Sentia falta da pureza dos primeiros toques, do sangue que tão facilmente fluía ao meu rosto e me ruborizava, dos beijos trocados no fulgor de um desejo tão inocente, vindo pura e simplesmente da vontade de se tornar finalmente pleno. Sentia falta dessa plenitude, da ilusão de que aquela primeira pessoa seria a única para quem eu cederia tal privilégio, para quem eu entregaria tudo de mim, desde a alma até o corpo. Sinto falta dos beijos roubados entre um corredor e outro, dos olhares trocados tão rapidamente... Do medo. Sim, do medo que eu sentia das minhas decisões, dos meus atos. Do medo que me tomava quando eu tinha consciência de ter feito algo errado. Medo das conseqüências, dos castigos. Tinha medo porque era inocente, porque não sabia como funcionavam as coisas. Não enxergava direito o mundo, as pessoas. Mas foi por passar a enxergá-las melhor que não amei mais ninguém. Na tristeza de uma decepção, o véu do romantismo desaba e tudo o que se vê são ruínas. E então descobri que existem os defeitos, os problemas, as mentiras inconsertáveis, os segredos, a traição... Tudo isso existia antes, mas parecia ser tão pequeno, tão sem importância... Eram apenas pequenos atos e gestos que não me atingiam, e de repente vi que era deles que o mundo estava inundado. Sombras, ruínas, amargura... A sensação de não ter vivido tudo o que deveria viver, de não ter aproveitado nada, como se a vida já tivesse acabado. Mas ela ainda estava ali, passando lenta, cataléptica, ao meu redor, como um suspiro agourento que zombava por eu não percebê-lo. Fui tomado pelos lamentos de outrora, pela incapacidade de me surpreender com olhos de criança, de chorar, de sentir emoções. Fui engolfado pela imensidão das horas, que deixavam suas cinzas ao passarem pelo vidro opaco que não me deixava ver a mim mesmo. Minha vida acontecia sem mim, diante dos meus olhos, lutando contra arrependimentos e emoções que teimavam em aflorar sem a minha permissão. Sim, que vontade de me permitir mais uma vez, de sentir aquela sede de vida uma única vez apenas. Vontade de sentir o ar encher meus pulmões, o sangue correr em minhas veias, o amor me alimentar. Vontade de ser feliz, pleno, mais uma vez, a última que seja. De me olhar no espelho e me reconhecer pelo que sou e não pelo que me tornei. De beijar mais uma vez a boca que eu achava ser a única que eu beijaria por toda a minha vida. Vontade de ter medo e, ainda assim, ser imortal. Um ser imortal e efêmero, como a própria juventude é. Vontade de soltar um suspiro de alívio e não de resignação, de não ser amis banal, não apenas mais um. Vontade de provar minha existência para mim mesmo, de me sentir vivo mais uma vez.

Então de repente senti algo quente escorrer pelo meu rosto e desaguar na minha boca, com aquele sal tão humano que brota de nós. Fechei os olhos e, quando os abri, parecia não ver as coisas do mesmo jeito. Não contive mais o choro que me trazia de volta a inocência perdida, a pureza roubada, a vida escondida e os minutos que ainda haveriam de vir, talvez não mais tão lentos, mas ainda assim efêmeros e imortais. Peço apenas que sejam infinitos enquanto durem.

-------

Até mais...